vai

E na era das idas e vindas,
mais idas do que vindas,
encontro consolo na única
permanência imutável: Eu.
Até que me dou por conta que este Eu também muda
E que não o/me reconheço mais.
Assim, subo escadas efêmeras,
relembrando mementos de eras passadas,
de todos os sinais despercebidos,
todas as ruínas abandonadas,
caminhos inexplorados,
pessoas e sonhos que ficaram pra trás.

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